A atuação da enfermagem na prevenção e manejo do delirium em pacientes críticos
DOI:
https://doi.org/10.69849/9z0qax59Palavras-chave:
Delirium, Unidade de Terapia Intensiva, Prevenção, Enfermagem, Paciente CríticoResumo
O delirium é uma condição neurológica aguda frequente em pacientes críticos, caracterizada por alterações da consciência e cognição, flutuações do estado mental e desatenção, podendo comprometer a recuperação funcional, prolongar a internação e aumentar a mortalidade. Nesse contexto, a equipe de enfermagem desempenha papel central na detecção precoce, prevenção e manejo da síndrome. O objetivo deste estudo foi analisar a atuação da enfermagem na prevenção e manejo do delirium em pacientes críticos. Para tanto, realizou-se uma revisão integrativa da literatura, com busca sistemática de artigos nas bases Google Acadêmico, SciELO e PubMed, entre 2023 e 2025. Os resultados evidenciaram que a enfermagem exerce papel estratégico e contínuo na prevenção e manejo do delirium, destacando-se na monitorização neurológica, aplicação de escalas validadas (CAM-ICU, ICDSC, Nu-DESC, RASS) e implementação de intervenções não farmacológicas, como controle ambiental, mobilização precoce, estímulo cognitivo, manutenção do ciclo sono-vigília, reorientação temporal e espacial, manejo da dor e incentivo à presença familiar. O enfermeiro também coordena o cuidado interdisciplinar, assegurando a comunicação entre as equipes e a continuidade das práticas preventivas. A atuação qualificada da enfermagem impacta diretamente na segurança do paciente, na redução do tempo de internação e na prevenção de complicações cognitivas de longo prazo. Estudos reforçam a necessidade de capacitação contínua, protocolos institucionais consolidados, melhorias estruturais e fortalecimento do trabalho em equipe para otimizar os cuidados. Conclui-se que a enfermagem é o eixo central no enfrentamento do delirium em UTIs, assumindo responsabilidades desde a detecção precoce até a execução de intervenções complexas.
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