Dioctophyma renale em cães resgatados: alerta crescente e necessidade de rastreamento ultrassonográfico – relato de quatro casos no município de Rio Claro (SP).
DOI:
https://doi.org/10.69849/v598m641Palavras-chave:
cães resgatados, ultrassonografia abdominal, helmintos, parasitose renal, nefrectomiaResumo
O número de cães resgatados e adotados tem crescido significativamente nos centros urbanos brasileiros, impulsionado por ações de proteção animal e campanhas de conscientização. Muitos animais vivem previamente em condições insalubres e sem histórico sanitário conhecido, tornando-os vulneráveis a diversas enfermidades negligenciadas, como a dioctofimose. Esta parasitose, causada por Dioctophyma renale, é frequentemente assintomática e tem diagnóstico cada vez mais comum na prática clínica, especialmente com o avanço da ultrassonografia abdominal. O presente trabalho relata quatro casos diagnosticados incidentalmente por meio desse exame em cães resgatados clinicamente estáveis, no município de Rio Claro (SP). Os animais foram submetidos à nefrectomia ou remoção do parasito com recuperação satisfatória e adoção responsável. Os achados reforçam a importância da ultrassonografia como ferramenta essencial de triagem em protocolos de atendimento inicial para cães resgatados, sendo o diagnóstico precoce essencial para a preservação do funcionamento renal, controle epidemiológico e melhoria do bem-estar animal.
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