Perfil epidemiológico da leishmaniose visceral na região nordeste do Brasil entre 2020 a 2025
DOI:
https://doi.org/10.69849/xm572f72Palavras-chave:
Epidemiologia, Leishmaniose Visceral, Nordeste brasileiroResumo
As doenças negligenciadas são especialmente prevalentes em áreas tropicais apresentando um forte caráter socioeconômico, pois atingem as comunidades mais vulneráveis e carentes de acesso à saúde ao redor do mundo. Essas doenças apresentam uma epidemiologia complexa, influenciada pelo tempo e espaço, muitas delas são de transmissão vetorial e/ou estão associadas a reservatórios animais e ciclos biológicos complexos, o que gera uma situação desafiadora na perspectiva de saúde pública. Entre essas doenças está a Leishmaniose Visceral, uma zoonose endêmica nas regiões brasileiras que é debilitante e de evolução crônica caracterizada por acessos febris irregulares, perda de peso, hepatoesplenomegalia e anemia e quando não tratada, pode evoluir para óbito. O objetivo do trabalho foi analisar o perfil epidemiológico da Leishmaniose Visceral na Região Nordeste no período de 2020 a 2025.A metodologia foi baseada em pesquisa bibliográfica a partir da análise de artigos científicos, obtidos nas bases de dados tais como: SciELO, PubMed, LILACS e BVS. Os resultados indicam manutenção do padrão endêmico regional, com concentração de casos em áreas urbanas periféricas e municípios historicamente vulneráveis, além de predominância do sexo masculino e acometimento expressivo de crianças e adultos jovens, evidenciando dupla vulnerabilidade etária. Observam-se oscilações nas taxas de incidência após 2020, as quais podem refletir tanto impactos indiretos da pandemia na vigilância quanto fragilidades nos sistemas de notificação. Ademais, a persistência de óbitos e a centralização de internações em capitais revelam desigualdades no acesso ao diagnóstico e ao tratamento oportuno. Conclui-se que a dinâmica regional e os determinantes sociais da saúde, demanda do fortalecimento da vigilância epidemiológica com maior notificação dos casos, capacitações aos agentes comunitários de endemias e implementação de políticas intersetoriais para enfrentamento sustentável da endemia.
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