Fratura de maxilar em uma mulher idosa após uma queda domiciliar
DOI:
https://doi.org/10.69849/awdy4w72Palavras-chave:
Idosos, Fraturas faciais, Tratamento conservador, Trauma, MaxilaResumo
As quedas em idosos representam um importante problema de saúde pública e estão frequentemente associadas a fraturas faciais, complicações funcionais e aumento da morbidade e mortalidade. Este relato descreve o caso de uma paciente do sexo feminino, com 89 anos de idade, que sofreu uma queda da própria altura enquanto estava sozinha em sua residência, resultando em trauma facial.
A paciente foi encaminhada ao Serviço de Emergência do Hospital de Clínicas de Campo Limpo Paulista, onde foi submetida à avaliação clínica, exame físico detalhado, palpação facial, avaliação oftalmológica e tomografia computadorizada de cabeça e pescoço.
Os achados incluíram edema facial significativo, hematoma periorbitário e fratura do osso maxilar envolvendo o seio maxilar, sem deslocamento ósseo. O manejo terapêutico das fraturas faciais em pacientes idosos permanece um tema de debate, especialmente considerando o aumento do risco cirúrgico, a fragilidade óssea e a presença de comorbidades.
Neste caso, optou-se pelo tratamento conservador em virtude da estabilidade dos fragmentos ósseos, ausência de comprometimento funcional significativo e idade avançada da paciente. A evolução clínica foi favorável, com redução progressiva do edema, resolução do hematoma e adequada consolidação óssea, sem sequelas estéticas ou funcionais.
Este caso reforça a importância da avaliação individualizada em pacientes idosos com fraturas faciais, destacando que a decisão entre tratamento cirúrgico e conservador deve considerar não apenas o padrão da fratura, mas também as condições gerais do paciente, os riscos anestésicos e o potencial de recuperação. A abordagem não cirúrgica mostrou-se eficaz, segura e economicamente vantajosa, reduzindo custos hospitalares e evitando complicações cirúrgicas desnecessárias.
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