Farmacovigilância hospitalar: importância do monitoramento a reações adversas a medicamentos
DOI:
https://doi.org/10.69849/xz46f719Palavras-chave:
Farmacovigilância, Reações adversas a medicamentos, Segurança do paciente, Farmácia clínica hospitalar, Monitoramento de medicamentosResumo
Introdução: A farmacovigilância hospitalar é considerada estratégica na promoção da segurança do paciente. A adesão à sua prática é primordial, visto que colabora com a prevenção de riscos associados ao uso de medicamentos, especialmente em ambientes assistenciais complexos, como hospitais. Objetivos: Este estudo teve como objetivo analisar a importância da farmacovigilância, através do monitoramento das reações adversas a medicamentos (RAM) no contexto hospitalar, identificando fatores associados à sua ocorrência, desafios relacionados à sua notificação e estratégias preventivas descritas na literatura científica. Métodos: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura realizada em bases de dados científicas, incluindo Google Acadêmico, SciELO e LILACS, contemplando estudos publicados entre 2022 e 2026. A pergunta de pesquisa foi estruturada com base na estratégia PICO (População, Intervenção, Comparação e Desfecho). Foram identificadas 80 referências, sendo 12 estudos selecionados conforme critérios de inclusão e exclusão previamente estabelecidos. Os estudos analisaram a farmacovigilância hospitalar sob diferentes delineamentos metodológicos, abordando monitoramento de RAM, subnotificação, atuação multiprofissional e processos de notificação. Resultados: Observou-se crescente preocupação científica com a segurança do paciente e o monitoramento das RAM em ambiente hospitalar. Em 5 estudos (41,7%), destacou-se o papel estratégico do farmacêutico clínico na equipe multiprofissional, contribuindo para revisão de prescrições e redução de erros de medicação. A subnotificação foi identificada como desafio relevante em 3 estudos (25,0%), associada à falta de capacitação, limitações operacionais e complexidade dos sistemas de notificação. Métodos de monitoramento ativo demonstraram maior eficiência na identificação de RAM em 2 estudos (16,7%), evidenciando eventos não registrados nos sistemas tradicionais. Além disso, 3 estudos (25,0%) apontaram falhas no processo medicamentoso como importantes fatores relacionados à ocorrência de eventos adversos. Conclusão: A farmacovigilância hospitalar desempenha papel essencial na identificação precoce de riscos, na prevenção de danos e no fortalecimento da cultura de segurança do paciente, sendo necessária a implementação de estratégias institucionais integradas, capacitação contínua das equipes e ampliação de métodos ativos de monitoramento para aprimoramento da segurança no uso de medicamentos.
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