Farmacovigilância e segurança do paciente na farmácia comunitária: fundamentos teóricos e um modelo conceitual auditável para processos, documentação, capacitação e aprendizagem organizacional

Autores

  • Monique Silva Mello Autor

DOI:

https://doi.org/10.69849/tvqphr10

Palavras-chave:

farmacovigilância, segurança do paciente, farmácia comunitária, qualidade, gestão de risco, melhoria contínua, documentação clínica

Resumo

A farmácia comunitária opera como ponto final de verificação antes do uso do medicamento pelo paciente, o que desloca para o cotidiano da dispensação e da orientação parte substantiva do risco assistencial. Embora a farmacovigilância seja frequentemente associada à notificação de reações adversas, sua definição contemporânea abrange a detecção, avaliação, compreensão e prevenção de problemas relacionados a medicamentos, incluindo erros de medicação, uso indevido e questões de qualidade. A literatura sobre erros em farmácias comunitárias indica que a ocorrência é real e que a estimativa de taxas varia amplamente conforme o método de identificação, reforçando a necessidade de estratégias estruturadas e comparáveis de prevenção e aprendizagem. As diretrizes internacionais de Boas Práticas em Farmácia estabelecem que o bem-estar do paciente é a primeira preocupação e que deve existir um sistema que permita relatar e obter retorno sobre eventos adversos e outros problemas relacionados ao uso de medicamentos. Este artigo propõe um modelo conceitual auditável, ancorado em padrões internacionais e em ferramentas de autoavaliação de segurança medicamentosa, para orientar a organização de processos, documentação mínima suficiente, capacitação de equipes e ciclos de melhoria contínua em farmácias comunitárias. O modelo é apresentado como arquitetura de governança e rotinas verificáveis, com foco em confiabilidade operacional e redução de variabilidade nos pontos críticos do cuidado.

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Publicado

13.04.2026

Como Citar

Mello, M. S. (2026). Farmacovigilância e segurança do paciente na farmácia comunitária: fundamentos teóricos e um modelo conceitual auditável para processos, documentação, capacitação e aprendizagem organizacional. Revista Ft, 30(157), 01-09. https://doi.org/10.69849/tvqphr10