Mortalidade por hanseníase em Goiás: comparação com os indicadores nacionais.
DOI:
https://doi.org/10.69849/8zzybb66Palavras-chave:
Hanseníase, Mortalidade, Epidemiologia, Saúde PúblicaResumo
Introdução: A hanseníase é uma doença infecciosa crônica, de evolução lenta, que, apesar de ser tratável, ainda representa um desafio significativo para a saúde pública brasileira. Seu impacto é notável não apenas pela morbidade, mas também pela mortalidade que ainda persiste em algumas regiões do país. Objetivo: O presente estudo teve como objetivo analisar e comparar a taxa de mortalidade por hanseníase no estado de Goiás em relação à média nacional no período de 2021 a 2023. Metodologia: Trata-se de um estudo epidemiológico, descritivo e retrospectivo, baseado em dados secundários obtidos junto aos sistemas oficiais do Ministério da Saúde: o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Foram analisados os registros de óbitos e casos novos notificados no período determinado. Resultados: Entre 2021 e 2023, foram registrados 387 óbitos por hanseníase em todo o Brasil, dos quais 55 ocorreram na Região Centro-Oeste. No estado de Goiás, houve a notificação de 3.369 novos casos da doença, resultando em uma taxa de mortalidade proporcional de 16,3 óbitos por 1.000 casos. Este valor é significativamente superior à média nacional, que foi de 3,6 óbitos para cada 1.000 casos novos no mesmo período — evidenciando um impacto regional alarmante. Conclusões: Os dados apontam para a necessidade urgente de reforçar as estratégias de diagnóstico precoce, o acompanhamento efetivo dos casos e a qualificação da atenção básica à saúde no estado de Goiás. O índice elevado de mortalidade proporcional indica falhas no controle e tratamento da hanseníase, sugerindo que a doença ainda representa um problema negligenciado em algumas áreas do país.
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