Fisioterapia na insuficiência cardíaca: efeitos sobre qualidade de vida e tolerância ao esforço.
DOI:
https://doi.org/10.69849/9grtaf17Palavras-chave:
Insuficiência Cardíaca, Modalidades de Fisioterapia, Reabilitação CardíacaResumo
Introdução:Analisar a produção científica da última década (2016–2026) sobre as intervenções fisioterapêuticas na Insuficiência Cardíaca (IC), identificando as metodologias mais prevalentes e seu impacto na capacidade funcional e qualidade de vida. Metodologia: Trata-se de uma revisão bibliográfica de abordagem qualiquantitativa, realizada nas bases de dados PubMed e BVS. A estratégia de busca utilizou descritores controlados (DeCS/MeSH) cruzados por operadores booleanos. O processo de seleção seguiu as diretrizes do protocolo PRISMA, utilizando processamento automatizado em linguagem R para a triagem de 273 registros iniciais. Após a exclusão de duplicatas, modelos animais e revisões prévias, a amostra final foi composta por 170 artigos para leitura integral e extração de dados. Resultados e Discussão: A análise evidenciou o predomínio de protocolos de reabilitação cardiovascular convencional e exercícios sistêmicos (aeróbicos, resistidos e intervalados de alta intensidade), abordados em 96 publicações, reafirmando-os como referência terapêutica para melhora da fração de ejeção e redução de hospitalizações. Com um valor menos expressivo, mas com relevância crescente, destacaram-se estratégias adjuvantes como a estimulação elétrica neuromuscular (n=3), o treinamento muscular inspiratório (n=1) e métodos voltados ao desempenho funcional. A reabilitação domiciliar (home-based cardiac rehabilitation) emergiu como uma alternativa viável e segura, apresentando níveis de adesão superiores aos modelos ambulatoriais tradicionais. Conclusão: a intervenção fisioterapêutica consolida-se como pilar indispensável no manejo da IC. A diversificação das metodologias, integrando exercícios convencionais a terapias tecnológicas e domiciliares, permite uma assistência personalizada que reverte a intolerância ao esforço, promove autonomia e eleva significativamente a qualidade de vida e a dignidade dos pacientes.
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