Prevalência e fatores de risco para acidente vascular encefálico: Uma revisão sistemática da literatura
DOI:
https://doi.org/10.69849/87m8tg73Palavras-chave:
Doença cerebrovascular, Saúde, Aspectos populacionaisResumo
Introdução. O acidente vascular encefálico (AVE) configura-se como uma das principais causas de mortalidade e incapacidade no mundo, representando um importante problema de saúde pública. Nesse aspecto, sua ocorrência está relacionada a múltiplos determinantes, incluindo condições clínicas pré-existentes, hábitos de vida e fatores sociodemográficos, o que reforça a necessidade de compreensão ampla sobre sua distribuição e seus elementos predisponentes. Objetivos. Identificar a frequência do acidente vascular cerebral descrita na literatura científica e analisar os principais fatores associados ao seu desenvolvimento, com ênfase nos aspectos modificáveis e não modificáveis relacionados ao risco da doença. Justificativa. O estudo justifica-se pela elevada carga epidemiológica do AVE e pelo impacto significativo que essa condição exerce sobre indivíduos, famílias e sistemas de saúde. A sistematização das evidências disponíveis contribui para o planejamento de ações preventivas, estratégias de vigilância em saúde e aprimoramento das práticas assistenciais. Metodologia. Foi realizada uma revisão sistemática da literatura em bases de dados científicas, incluindo Public/Publisher MEDLINE (PubMed) e Scientific Electronic Library Online (SciELO), contemplando artigos publicados entre 2020 e 2025. Os descritores utilizados foram relacionados à prevalência, fatores de risco e acidente vascular cerebral. Foram selecionados estudos que apresentassem dados epidemiológicos e análises dos determinantes associados à ocorrência do AVE em diferentes populações. Resultados e discussão. Os achados indicam que a prevalência do AVE varia conforme região, faixa etária e perfil populacional. Ademais, a hipertensão arterial, a diabetes mellitus, as dislipidemias, o tabagismo e o sedentarismo destacam-se como fatores de risco frequentes, além da influência do envelhecimento e de condições socioeconômicas desfavoráveis. Nesse contexto, a literatura aponta que a ausência de medidas preventivas eficazes e o diagnóstico tardio contribuem para a persistência de elevados índices da doença. Conclusão. Conclui-se que o acidente vascular cerebral possui etiologia multifatorial e ampla distribuição populacional, exigindo estratégias integradas de prevenção e controle.
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