Deposição óssea de Alumínio sobreposta à Osteíte Fibrosa Grave: Relato de Caso
DOI:
https://doi.org/10.69849/3p21ym24Palavras-chave:
Doença Renal CrônicaResumo
INTRODUÇÃO: A Doença Renal Crônica (DRC) associa-se a distúrbios do metabolismo mineral e ósseo, podendo evoluir para formas graves de osteodistrofia renal. Embora menos frequente atualmente, a intoxicação por alumínio permanece relevante em pacientes em hemodiálise e deve ser considerada em quadros refratários. RELATO DE CASO: Mulher, 57 anos, em hemodiálise desde 2021 por nefroesclerose hipertensiva, com hiperparatireoidismo secundário grave e persistente. Evoluiu com dor lombar intensa, limitação funcional importante e incapacidade para deambular. Apresentava paratormônio superior a 2.000 pg/mL, apesar de seguimento nefrológico regular. A dosagem sérica de alumínio encontrava-se dentro da faixa de referência. A biópsia óssea evidenciou osteíte fibrosa severa associada à deposição abundante de alumínio e ferro, caracterizando forma mista de osteodistrofia renal. DISCUSSÃO: O caso demonstra que a deposição óssea de alumínio pode coexistir com osteíte fibrosa grave, mesmo sem elevação significativa do alumínio sérico, ressaltando a importância da biópsia óssea e da investigação etiológica ampliada em distúrbios ósseos refratários ao tratamento, na DRC.
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