Deposição óssea de Alumínio sobreposta à Osteíte Fibrosa Grave: Relato de Caso

Autores

  • Amanda Daniel de Melo Hospital Regional de Taguatinga – SES-DF Brasília – DF – Brasil Autor
  • Isabella Amais Lemes Hospital Regional de Taguatinga – SES-DF Brasília – DF – Brasil Autor
  • Adriana Costa de Lima Universidade de São Paulo (USP) São Paulo – SP – Brasil Autor
  • Rafaela do Socorro de Souza e Silva Moura Hospital Regional de Taguatinga – SES-DF Brasília – DF – Brasil. Universidade do Distrito Federal (UnDF) – Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS) Brasília – DF – Brasil Autor
  • Natalia Correa Vieira Melo Hospital Regional de Taguatinga – SES-DF Brasília – DF – Brasil Autor

DOI:

https://doi.org/10.69849/3p21ym24

Palavras-chave:

Doença Renal Crônica

Resumo

INTRODUÇÃO: A Doença Renal Crônica (DRC) associa-se a distúrbios do metabolismo mineral e ósseo, podendo evoluir para formas graves de osteodistrofia renal. Embora menos frequente atualmente, a intoxicação por alumínio permanece relevante em pacientes em hemodiálise e deve ser considerada em quadros refratários. RELATO DE CASO: Mulher, 57 anos, em hemodiálise desde 2021 por nefroesclerose hipertensiva, com hiperparatireoidismo secundário grave e persistente. Evoluiu com dor lombar intensa, limitação funcional importante e incapacidade para deambular. Apresentava paratormônio superior a 2.000 pg/mL, apesar de seguimento nefrológico regular. A dosagem sérica de alumínio encontrava-se dentro da faixa de referência. A biópsia óssea evidenciou osteíte fibrosa severa associada à deposição abundante de alumínio e ferro, caracterizando forma mista de osteodistrofia renal. DISCUSSÃO: O caso demonstra que a deposição óssea de alumínio pode coexistir com osteíte fibrosa grave, mesmo sem elevação significativa do alumínio sérico, ressaltando a importância da biópsia óssea e da investigação etiológica ampliada em distúrbios ósseos refratários ao tratamento, na DRC.

Biografia do Autor

  • Amanda Daniel de Melo, Hospital Regional de Taguatinga – SES-DF Brasília – DF – Brasil

    Residência em Clínica Médica e residente de Nefrologia pelo Hospital Regional de Taguatinga, Brasília – DF.

  • Isabella Amais Lemes, Hospital Regional de Taguatinga – SES-DF Brasília – DF – Brasil

    Residência em Clínica Médica e residente de Nefrologia pelo Hospital Regional de Taguatinga, Brasília – DF.

  • Adriana Costa de Lima, Universidade de São Paulo (USP) São Paulo – SP – Brasil

    Residência em Clínica Médica pela Universidade Estadual de Londrina. Especialização em Nefrologia pela Universidade de São Paulo.

  • Rafaela do Socorro de Souza e Silva Moura, Hospital Regional de Taguatinga – SES-DF Brasília – DF – Brasil. Universidade do Distrito Federal (UnDF) – Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS) Brasília – DF – Brasil

    Residência em Clínica Médica pelo Instituto Ofir Loiola e especialização em Nefrologia pelo Hospital de Base do Distrito Federal. Mestre em Ciências Médicas pela Universidade de Brasília. Preceptora do programa de residência médica em Nefrologia do Hospital Regional de Taguatinga. Docente do curso de Medicina da Escola Superior de Ciências da Saúde da Universidade do Distrito Federal.

  • Natalia Correa Vieira Melo, Hospital Regional de Taguatinga – SES-DF Brasília – DF – Brasil

    Doutora em Nefrologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Supervisora do programa de residência médica em Nefrologia do Hospital Regional de Taguatinga – SES-DF. Docente do Mestrado da Universidade do Distrito Federal, Escola Superior de Ciências da Saúde. Orientadora do presente estudo.

Referências

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Publicado

06.03.2026

Como Citar

Melo, A. D. de, Lemes, I. A., Lima, A. C. de, Moura, R. do S. de S. e S., & Melo, N. C. V. (2026). Deposição óssea de Alumínio sobreposta à Osteíte Fibrosa Grave: Relato de Caso. Revista Ft, 30(156), 01-06. https://doi.org/10.69849/3p21ym24