Aceitação de tecnologias educacionais e formação de competências analíticas no ensino de programação linear: evidências empíricas à luz do modelo TAM.
DOI:
https://doi.org/10.69849/jd6wmb15Palavras-chave:
Modelo de Aceitação de Tecnologia, Programação Linear, Competências Analíticas, GeoGebra, Excel Solver, Ensino SuperiorResumo
A adoção de tecnologias educacionais no ensino de métodos quantitativos tem sido amplamente investigada, mas a relação entre aceitação tecnológica, desempenho acadêmico e formação de competências analíticas ainda carece de evidências empíricas robustas no contexto brasileiro de ensino superior. Este artigo investiga como a utilidade percebida e a facilidade de uso de ferramentas computacionais (GeoGebra e Excel Solver) se correlacionam com o ganho de desempenho em Programação Linear, à luz do Modelo de Aceitação de Tecnologia (TAM). Com base em dados coletados de 66 estudantes de Engenharia e Administração por meio de um delineamento pré-teste e pós-teste, os resultados revelaram ganho estatisticamente significativo de desempenho (t = 6,65; gl = 65; p < 0,0001; d de Cohen = 0,82) e correlação positiva moderada entre aceitação tecnológica e evolução acadêmica (r = 0,48; p < 0,05). A análise qualitativa identificou quatro dimensões perceptuais predominantes: clareza conceitual (84%), aplicabilidade prática (70%), visualização gráfica (66%) e autoconfiança matemática (56%). Os achados sugerem que a aceitação das ferramentas medeia o impacto da intervenção pedagógica sobre o desempenho, com implicações diretas para o design de programas de formação em métodos quantitativos alinhados aos ODS 4, 9 e 12.
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