Inteligência artificial na educação: emprego, vantagens, riscos e a necessidade de regulação pedagógica
DOI:
https://doi.org/10.69849/9rj1k549Palabras clave:
inteligência artificial, educação; regulação pedagógica, tecnologia educacional, ética na educaçãoResumen
O presente artigo examina, sob perspectiva teórico-analítica, a incorporação de sistemas de inteligência artificial (IA) nos contextos educacionais contemporâneos, com ênfase nas dimensões do emprego tecnológico, nas vantagens pedagógicas identificadas na literatura especializada, nos riscos epistemológicos, éticos e sociais decorrentes dessa incorporação e, sobretudo, na premência de uma regulação pedagógica cri- teriosa. A partir de revisão bibliográfica fundamentada em autores de referência no campo da educação, da tecnologia educacional e da filosofia da ciência, argumenta- se que a adoção acrítica de tecnologias inteligentes nas práticas escolares pode aprofundar desigualdades estruturais e comprometer a autonomia cognitiva dos estudantes. Conclui-se que a regulação pedagógica da IA, fundamentada em princípios éticos, epistemológicos e democráticos, constitui imperativo incontornável para que tais tecnologias cumpram função emancipatória e não meramente instrumental.
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