Metodologias ativas no ensino de ciências e biologia no contexto pandêmico e pós-pandêmico
DOI:
https://doi.org/10.69849/d3rzk198Palabras clave:
Aprendizagem ativa, Ensino de Ciências, Inovação pedagógicaResumen
O estudo da utilização de metodologias ativas no ensino de ciências e biologia no contexto pandêmico e pós-pandêmico, considerando as transformações pedagógicas intensificadas pela crise sanitária e pelas demandas contemporâneas da educação científica. Parte-se da compreensão de que a suspensão das atividades presenciais e a adoção do ensino remoto emergencial exigiram reorganização das práticas docentes, ampliando o uso de estratégias pedagógicas centradas na participação discente e mediadas por tecnologias digitais. Nesse sentido, a investigação teve como objetivo examinar de que maneira tais metodologias contribuíram para reconfigurar práticas educativas nesse período. Metodologicamente, foi realizada uma revisão integrativa da literatura com recorte temporal entre 2020 a 2025, abrangendo publicações indexadas em bases científicas reconhecidas, selecionadas mediante critérios de inclusão e exclusão previamente definidos. A análise do corpus final, composto por dezoito estudos, permitiu identificar predominância de abordagens como aprendizagem baseada em problemas, aprendizagem por projetos, sala de aula invertida, gamificação e estratégias experimentais. Os resultados indicam que essas metodologias favorecem maior engajamento dos estudantes, desenvolvimento do pensamento crítico, autonomia intelectual e construção significativa do conhecimento científico. Entretanto, também emergem desafios relacionados à formação docente, às limitações estruturais das instituições escolares e às desigualdades de acesso às tecnologias digitais. Conclui-se que as metodologias ativas constituem instrumentos relevantes para a inovação pedagógica no ensino de ciências e biologia, desde que articuladas a processos de formação continuada, planejamento didático consistente e políticas educacionais que garantam condições institucionais adequadas para sua implementação.
Referencias
ANDRADE, M. C. da S. Metodologias ativas no processo de ensino-aprendizagem na educação básica. 2020. 90p. Dissertação (Mestrado em Ensino das Ciências na Educação Básica) – Universidade do Grande Rio, Duque de Caxias, 2020.
BACICH, L.; MORAN, J. M. Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso, 2018.
BOESING, G. E.; LOPES, P. T. C. Inovação no ensino de ciências: uma revisão sistemática sobre metodologias ativas. Signos, Lajeado, ano 43, n. 2, p. 218-234, 2022.
BONDIOLI, A. C. C. V.; VIANNA, S. C. G.; SALGADO, M. H. V. Metodologias ativas de aprendizagem no ensino de ciências: práticas pedagógicas e autonomia discente. Caleidoscópio, v. 10, n. 1, 2018.
BOROCHOVICIUS, E.; TASSONI, E. C. M. Aprendizagem baseada em problemas: uma experiência no ensino fundamental. Educação em Revista [online], v. 37, e20706, 2021.
CARVALHO, I. A.; PEREIRA, M. B. M.; ANTUNES, J. E. Proposta de jogo didático para ensino de genética como metodologia ativa no ensino de biologia. Revista Eletrônica de Educação, v. 15, p. 1-14, jan./dez. 2021.
CEZAR-DE-MELLO, P.; GONÇALVES, P. R. Grupos sanguíneos a partir da aprendizagem baseada em problemas: elaboração e avaliação de uma proposta didática investigativa. Revista de Ensino de Ciências e Matemática, v. 11, n. 6, p. 918-936, 1 out. 2020.
COELHO, A. L. M. de B. O projeto “óptica com ciência”: da concepção à derradeira avaliação. Caderno Brasileiro de Ensino de Física, v. 39, n. 1, p. 174-203, abr. 2022.
COSTA, J. P. S. Ensino de ciências e biologia: uma revisão bibliográfica sobre o uso de jogos didáticos. 2019. Monografia (Licenciatura em Ciências Biológicas) – Instituto de Biologia, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2019.
FAGUNDES, L. S.; SEPEL, L. M. N. Aplicação de seminário com avaliação por pares: uma proposta de metodologia ativa no ensino de ciências anos finais. Research, Society and Development, v. 11, n. 2, p. 1-15, 2022.
LIMA, M. L. de F. et al. Aprendizagem baseada em problemas (ABP): relato de uma experiência no ensino de Ciências. Revista Ciências e Ideias, v. 12, n.2, p. 176-191, 2021.
LIMA, S. F.; NUNES, E. da C.; SOUZA, R. F. de. Aprendizagem Baseada em Projetos: Um Relato de Experiência em Classe Multissérie nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Revista Dynamis, v. 26, n. 2, p. 177-192, 2020.
LOURENÇO, R. W. de.; ALVES, J. G. de S.; SILVA, A. P. R. da. Por uma aprendizagem significativa: metodologias ativas para experimentação nas aulas de ciências e química no Ensino Fundamental II e Médio. Brazilian Journal of Development, Curitiba, v. 7, n. 4, p.
35037-35045, 2021.
MORAN, J. Metodologias ativas para uma aprendizagem mais profunda. In: BACICH, L.; MORAN, J. (org.). Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso, 2018. p. 35-76.
MOURA, J. S. Oficinas de aprendizagem criativa e de Scratch como metodologias ativas para o ensino-aprendizagem de Ciências. 2020. 110p. Dissertação (Mestrado em Ensino de Ciências e Matemática) – Universidade Federal do Amazonas, Manaus, 2020.
MOTA, A.; ROSA, C. W. da. Ensaio sobre metodologias ativas: reflexões e propostas.
Revista Espaço Pedagógico, v. 25, n. 2, p. 261-276, 2018.
NASCIMENTO, C. B. C.; OLIVEIRA, A. L. de. A metodologia ativa de instrução pelos colegas associada à videoanálise de experimentos de cinemática como introdução ao ensino de funções. Revista Brasileira de Ensino de Física [online], v. 42, p. 1-15, 2020.
OLIVEIRA, M. J. da S.; BRITO, I. P. L. de; PADILHA, M. A. S. Active Learning in Basic Education: An Experience Report on Remote Teaching. Revista Brasileira De Ensino De Ciência e Tecnologia, v. 15, n. 1, 2022.
PARRA-GONZALEZ, M. et al. Active and Emerging Methodologies for Ubiquitous Education: Potentials of Flipped Learning and Gamification. Sustainability, v.12, n. 602, 2020.
PIFFERO, E. L. F. et al. Metodologias Ativas e o ensino de Biologia: desafios e possibilidades no novo Ensino Médio. Ensino & Pesquisa, v. 18, n. 2, p. 48-63, 2020.
QUIRINO, D. S. Metodologias ativas: um relato sobre aprendizagem baseada em problemas no ensino de ciências. Temas em Educ. e Saúde, v. 15, n. 1, p. 175-179, 2019.
RIBEIRO, D. das C. A. Problemas ambientais causados por agrotóxicos: a metodologia da resolução de problemas e a investigação científica na educação básica. 2020. 241p. Tese (Doutorado em Educação em Ciências: Química da Vida e Saúde) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2020.
SILVA, M. G. da. As metodologias ativas no processo de formação do professor e no ensino-aprendizagem de Ciências. 2020. 213p. Dissertação (Mestrado em Ensino das Ciências) - Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife, 2020.
SOARES, M. de S. et al. The use of active teaching methodologies by Science teachers in Angical schools - PI. Research, Society and Development, [S. l.], v. 10, n. 13, p. 1- 11, 2021.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Keilla Sabrina de Souza Rosendo, Mabel Alencar do Nascimento Rocha, Ana Clara da Silva (Autor)

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
"Os Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
-
Os Autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a licença Creative Commons Attribution 4.0 International (CC BY 4.0). Esta licença permite que o trabalho seja compartilhado, copiado e adaptado em qualquer suporte ou formato, para qualquer fim, inclusive comercial, desde que seja atribuído o devido crédito de autoria e de publicação inicial nesta revista.
-
Os Autores têm autorização para assumir compromissos contratuais adicionais separadamente, para a distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
-
A revista permite e incentiva os autores a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) após o processo de edição e publicação, pois isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado."