A atuação do farmacêutico clínico na unidade de terapia intensiva em pacientes com sepse.
DOI:
https://doi.org/10.69849/kqp9r813Palavras-chave:
Sepse, Farmacêutico, Cuidados Intensivos, Terapia Medicamentosa, Unidade de Terapia IntensivaResumo
O choque séptico constitui uma das principais causas de morbimortalidade em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), resultante de uma resposta inflamatória sistêmica desregulada frente a infecções graves. Sua elevada complexidade clínica exige intervenções rápidas, destacando a importância da atuação multiprofissional. Nesse cenário, o farmacêutico clínico assume papel estratégico no manejo da farmacoterapia. O objetivo deste estudo é analisar a relevância da atuação do farmacêutico clínico no manejo do choque séptico em pacientes adultos internados em UTI, visando à otimização do tratamento e à redução da mortalidade. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, com buscas nas bases de dados PubMed, SciELO e Google Acadêmico, entre 2021 e 2025. Os estudos analisados evidenciaram que a atuação do farmacêutico clínico na UTI está associada à otimização da antibioticoterapia, ajuste individualizado de doses, identificação e prevenção de problemas relacionados a medicamentos, monitoramento de interações medicamentosas e eventos adversos, além da participação na implementação de protocolos clínicos. A inserção desse profissional na UTI promove maior segurança medicamentosa e eficiência terapêutica, especialmente em pacientes críticos com disfunções orgânicas. Conclui-se que o farmacêutico clínico desempenha papel fundamental no manejo do choque séptico em UTIs, contribuindo de forma decisiva para a otimização da farmacoterapia, segurança do paciente e redução da morbimortalidade. Também é importante investimentos em protocolos assistenciais e pesquisas que ampliem o conhecimento sobre o impacto das intervenções farmacêuticas nos desfechos clínicos de pacientes sépticos.
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