Relação entre distúrbios metabólicos e o desenvolvimento da osteoporose em idosos
DOI:
https://doi.org/10.69849/wt21zd27Palavras-chave:
Distúrbios Metabólicos, Densidade Mineral Óssea, Qualidade de VidaResumo
O envelhecimento populacional tem contribuído para o aumento da prevalência de doenças crônicas, dentre elas a osteoporose, caracterizada pela redução da densidade mineral óssea e maior risco de fraturas, afetando a mobilidade, funcionalidade e qualidade de vida dos idosos. Distúrbios metabólicos como diabetes mellitus, obesidade, hipertensão arterial sistêmica e tireoidopatias podem agravar a perda óssea ao promover alterações hormonais, inflamatórias e vasculares, aumentando a vulnerabilidade a fraturas e comprometendo a independência funcional. Este estudo teve como objetivo analisar a relação entre essas condições e o desenvolvimento da osteoporose em idosos, avaliando seus impactos na densidade mineral óssea, mobilidade, funcionalidade e qualidade de vida, além de identificar estratégias preventivas Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, baseada em artigos publicados entre 2020 e 2024 nas bases PubMed, SciELO e BVS. Foram selecionados dez estudos que abordaram fatores de risco, impacto clínico, estratégias de prevenção e terapêuticas para osteoporose em idosos. Os resultados evidenciaram associação entre idade avançada, sexo feminino, sedentarismo, ingestão inadequada de nutrientes, histórico familiar e distúrbios metabólicos com maior risco de osteoporose e fraturas. Estratégias como atividade física, suplementação nutricional e acompanhamento clínico integrado mostraramse eficazes na prevenção e no manejo da doença. Conclui-se que abordagens multidimensionais e individualizadas são essenciais para a promoção da saúde óssea e da qualidade de vida em idosos.
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