Ancestralidade, território e atualidade: os herdeiros da escravização na região do Alto Jacuí.

Autores

  • Marcelo dos Santos Terres Autor

DOI:

https://doi.org/10.69849/j3xbyq91

Palavras-chave:

ancestralidade, território, escravização, comunidades negras, Alto Jacuí

Resumo

O presente trabalho aborda a ancestralidade, o território e a atualidade dos herdeiros da escravização na região do Alto Jacuí, no Rio Grande do Sul, considerando a permanência histórica da população negra e quilombola em espaços marcados por desigualdades, apagamentos e resistências. A pesquisa parte da compreensão de que os efeitos da escravização não se encerraram com a abolição formal, pois continuam presentes nas disputas pela terra, no acesso desigual a direitos, na invisibilidade histórica e nas formas de racismo estrutural que atravessam a vida das comunidades negras. O objetivo é analisar como a memória ancestral, o pertencimento territorial e as lutas contemporâneas contribuem para a afirmação identitária dos descendentes da população escravizada. A metodologia adotada é de natureza bibliográfica, com análise de produções acadêmicas, relatórios institucionais e documentos nacionais publicados nos últimos cinco anos. Conclui-se que a ancestralidade atua como força de preservação cultural, o território representa condição de existência coletiva e a atualidade revela a continuidade de desafios sociais, políticos e jurídicos enfrentados por esses grupos.

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Publicado

07.05.2026

Como Citar

Terres, M. dos S. . (2026). Ancestralidade, território e atualidade: os herdeiros da escravização na região do Alto Jacuí. Revista Ft, 30(158), 01-15. https://doi.org/10.69849/j3xbyq91