Prevenção da violência contra pessoas com deficiência intelectual na Atenção Primária: desafios dos profissionais de saúde

Autores/as

  • Jaqueline Bragio Secretaria do Estado da Saúde/SESA, Cachoeiro de Itapemirim - ES - Brasil Autor/a https://orcid.org/0000-0001-6515-1748
  • Cristiane da Hora Rocha Enfermeira da Prefeitura Municipal de Cachoeiro de Itapemirim – Cachoeiro de Itapemirim – ES – Brasil Autor/a
  • Alex Barbosa Teixeira 3Secretaria do Estado da Saúde/SESA, Cachoeiro de Itapemirim - ES - Brasil Autor/a
  • Mayara Sader Santana Secretaria do Estado da Saúde/SESA, Cachoeiro de Itapemirim - ES - Brasil Autor/a
  • Cyntia Faitanin Secchin Secretaria do Estado da Saúde/SESA, Cachoeiro de Itapemirim - ES - Brasil Autor/a
  • Juliana Barboza Magnago Secretaria do Estado da Saúde/SESA, Cachoeiro de Itapemirim - ES - Brasil Autor/a

DOI:

https://doi.org/10.69849/t46y1r37

Palabras clave:

Deficiência Intelectual, Atenção Primária à Saúde, Prevenção da Violência

Resumen

A violência contra pessoas com deficiência intelectual constitui um importante problema de saúde pública, afetando de maneira desproporcional indivíduos em situação de maior vulnerabilidade social e funcional. Nesse contexto, os profissionais da Atenção Primária à Saúde desempenham papel fundamental na identificação precoce, prevenção e enfrentamento das diferentes formas de violência, incluindo abusos físicos, psicológicos, sexuais e negligência. O presente estudo teve como objetivo analisar, na literatura científica, o papel dos profissionais da Atenção Primária na prevenção da violência contra pessoas com deficiência intelectual. Como método, foi realizada uma revisão narrativa de literatura, orientada pela questão norteadora: “Qual o papel dos profissionais da Atenção Primária na prevenção da violência em pacientes com deficiência intelectual?”. A coleta de dados ocorreu nos meses de outubro e novembro de 2024. Os achados evidenciam que a proximidade da APS com as famílias e a comunidade favorece a identificação de situações de risco, possibilitando intervenções precoces e o desenvolvimento de ações de educação em saúde, orientação familiar e articulação com a rede de proteção social. No entanto, também são apontados desafios relacionados à capacitação profissional, ao reconhecimento dos sinais de violência e à adequada notificação dos casos. Conclui-se que o fortalecimento da formação e da sensibilização dos profissionais de saúde é fundamental para qualificar a atuação da APS na prevenção e no enfrentamento da violência contra pessoas com deficiência intelectual, contribuindo para a promoção de cuidado integral e proteção dessa população.

Referencias

1. BRASIL. Ministério da Saúde. Violência interpessoal contra pessoas com deficiência/transtorno no Brasil. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2020. Disponível em: https://www.saude.gov.br/svs/violencia-contra-pessoas-com-deficiencia-transtorno . Acesso em: 17 jan. 2025.

2. DAHLBERG, Linda L.; KRUG, Etienne G. Violência: um problema global de saúde pública. Ciência & Saúde Coletiva, v. 11, supl., 2006. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1413-81232006000500007 . Acesso em: 17 jan. 2025.

3. Diário Oficial do Estado do Espírito Santo - Sistema IOES. Disponível em: https://ioes.dio.es.gov.br/portal/visualizacoes/pdf/4984#/p:9/e:4984?find=11.147 . Acesso em: 16 jan. 2025.

4. IPEA. Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Atlas da violência: pessoa com deficiência. 2023. Disponível em: https://www.ipea.gov.br/atlasviolencia/arquivos/artigos/1407-violencia-contra-pessoas-com-deficiencia-06-12.pdf . Acesso em: 17 jan. 2025.

5. CROCHICK, José Leon et al. Violência contra Pessoas com Deficiência Intelectual no Norte de Portugal. PsicolArgum, v. 42, n. 117, p. 446-468, 2024. Disponível em: http://dx.doi.org/10.7213/psicolargum.42.117.AO04 . Acesso em: 17 jan. 2025.

6. MELLO, N. F. de et al. Casos de violência contra pessoas com deficiência notificados por serviços de saúde brasileiros, 2011-2017. Epidemiologia e Serviços de Saúde, v. 30, n. 3, 2021.

7. MENDONÇA, C. S.; MACHADO, D. F.; ALMEIDA, M. A. S. de; CASTANHEIRA, E. R. L. Violência na Atenção Primária em Saúde no Brasil: uma revisão integrativa da literatura. Ciência & Saúde Coletiva, v. 25, n. 6, p. 2247-2257, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1413-81232020256.19332018 . Acesso em: 17 jan. 2025.

8. NÓBREGA, K. B. G. da et al. Validação da tecnologia educacional “abuso não vai rolar” para as jovens com deficiência intelectual. Ciência & Saúde Coletiva, v. 26, n. 7, p. 2793-2806, jul. 2021.

9. OLIVEIRA, Maribia Taliane de; FERIGATO, Sabrina Helena. A atenção às mulheres vítimas de violência doméstica e familiar: a construção de tecnologias de cuidado da terapia ocupacional na atenção básica em saúde. Cadernos Brasileiros de Terapia Ocupacional São Carlos, v. 27, n. 3, p. 508-521, 2019. Disponível em: https://doi.org/10.4322/2526-8910.ctoAO1729 . Acesso em: 17 jan. 2025.

10. OLIVEIRA, A. E. F.; GARCIA, P. T. (Org.). Redes de Atenção à Saúde: Rede de Cuidado à Pessoa com Deficiência. São Luís: EDUFMA, 2017. Disponível em: https://ares.unasus.gov.br/acervo/html/ARES/9914/3/REDE_DE_CUIDADOS_A_PESSOA_COM_DEFICI%C3%8ANCIA.pdf . Acesso em: 08 jan. 2025.

11. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE - OMS. Relatório mundial sobre violência e saúde. Genebra: Organização Mundial de Saúde, 2002.

12. RODRIGUES, E. A. S. et al. Violência e Atenção Primária à Saúde: percepções e vivências de profissionais e usuários. Saúde em Debate, v. 42, spe4, p. 55-66, 2018. Disponível em: https://doi.org/10.1590/0103-11042018s404 . Acesso em: 17 jan. 2025.

13. SIMÕES, J. Múltiplos sentidos da violência sexual contra meninas com deficiência intelectual. Revista Estudos Feministas, v. 32, n. 3, 2024. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1806-9584-2024v32n3101141 Acesso em: 17 jan. 2025.

14. TOMAZ, R. V. V. et al. Impacto da deficiência intelectual moderada na dinâmica e na qualidade de vida familiar: um estudo clínico-qualitativo. Cadernos de Saúde Pública, v. 33, n. 11, 21 nov. 2017.

15. WILLIAMS, Lúcia Cavalcanti de Albuquerque. Sobre deficiência e violência: reflexões para uma análise de revisão de área. Revista Brasileira de Educação Especial, v. 9, n. 2, p. 141-154, 2003. Disponível em: http://educa.fcc.org.br/pdf/rbee/v09n02/v09n02a03.pdf Acesso em: 17 jan. 2025.

16. GREEN, B.; JOHNSON, C.; ADAMS, A. Writing a narrative literature reviews for peer-reviewed journals: secrets of the trade. Journal of Chiropractic Medicine, v. 5, n. 3, p. 1-13, 2006.

17. IBGE. Censo Demográfico 2010. Rio de Janeiro: IBGE, 2010.

18. AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-IV-TR. 4. ed. rev. Rio de Janeiro: Artmed, 2002.

Publicado

2026-03-15

Cómo citar

Bragio, J. ., Rocha, C. da H., Teixeira, A. B., Santana, M. S., Secchin, C. F., & Magnago, J. B. (2026). Prevenção da violência contra pessoas com deficiência intelectual na Atenção Primária: desafios dos profissionais de saúde. Revista Ft, 30(156), 01-13. https://doi.org/10.69849/t46y1r37