Impactos da sobrecarga administrativa na qualidade da assistência e na saúde mental da equipe de enfermagem
DOI:
https://doi.org/10.69849/gcf3rq63Palabras clave:
Enfermagem, Carga de Trabalho, Esgotamento Profissional, Qualidade da Assistência à Saúde, Saúde do TrabalhadorResumen
Com a alta demanda de atividades administrativas na área de enfermagem observa-se um grande impacto na qualidade da assistência, tanto quanto na saúde mental dos profissionais. Estudos internacionais mostram que o aumento da sobrecarga de trabalho está diretamente relacionado à piora dos desfechos clínicos e à redução da qualidade do cuidado prestado (Aiken et al., 2018). Nesse contexto, este estudo tem como objetivo analisar, por meio de uma revisão integrativa da literatura, como a sobrecarga administrativa influencia e impacta o cuidado prestado aos pacientes, também é importante mencionar sobre o equilíbrio emocional da equipe de enfermagem. Trata-se de uma revisão realizada nas bases de dados SciELO, LILACS e PubMed, considerando artigos publicados entre 2018 e 2024, nos idiomas português, inglês e espanhol. Foram selecionados 10 estudos após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão. Os resultados evidenciam que o excesso de atividades burocráticas reduz o tempo destinado ao cuidado direto ao paciente, compromete a qualidade assistencial e está associado ao aumento do estresse ocupacional e da síndrome de burnout. Além disso, observa-se maior incidência de eventos adversos, como erros de medicação e falhas na assistência, associados à sobrecarga de trabalho (Griffiths et al., 2019). Do ponto de vista da saúde mental, os estudos demonstram associação entre alta carga de trabalho, exaustão emocional e intenção de abandono da profissão. Conclui-se que a sobrecarga administrativa constitui um fator relevante na deterioração das condições de trabalho da enfermagem, sendo necessária a implementação de estratégias institucionais que promovam a valorização profissional, a reorganização dos processos de trabalho e a melhoria da qualidade da assistência prestada. Garantindo então um cuidado melhor aos pacientes e uma melhor administração para a equipe de trabalho, sem intervenções, acaba sendo comprometido a qualidade assistencial e aumentando o risco de óbitos. Por meio de estratégias organizacionais pode-se melhorar as condições de trabalho.
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