Educação em equivalência terapêutica: impacto sobre tomada de decisão do paciente, compreensão do tratamento e segurança do uso de medicamentos
DOI:
https://doi.org/10.69849/7e26nb79Palabras clave:
equivalência terapêutica, educação em saúde, farmácia comunitária, aconselhamento farmacêutico, letramento em saúde, adesão ao tratamento, segurança do pacienteResumen
Equivalência terapêutica, embora fundamentada em critérios regulatórios, produz efeitos concretos na segurança e na continuidade do tratamento quando interpretada pelo paciente no contexto da farmácia comunitária. No balcão, confusão conceitual entre medicamentos de referência, genéricos e similares tende a gerar insegurança decisória, alternância não orientada de apresentações e maior probabilidade de uso inadequado, com impacto potencial sobre adesão e eventos evitáveis. Propõe-se um modelo de educação farmacêutica centrado em comunicação clínica, estruturado para ser executável em ambientes de alta demanda, que integra: conteúdo essencial da orientação, linguagem padronizada, verificação de compreensão (teach-back) e registro mínimo para governança. A abordagem é delineada como intervenção de segurança em saúde, articulando letramento em medicamentos e tomada de decisão informada, e organizada para implementação com fidelidade sob variabilidade de equipe e fluxo. Na ausência de base quantitativa longitudinal consolidada, define-se uma arquitetura de avaliação pragmática com indicadores de processo, compreensão e segurança, passível de aplicação prospectiva por amostragem. O conjunto descreve uma estratégia replicável para reduzir confusão, fortalecer compreensão do tratamento e mitigar riscos associados à substituição e ao uso domiciliar de medicamentos.
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