A importância da fisioterapia na prevenção de complicações vasculares em pacientes com diabetes mellitus tipo 2.
DOI:
https://doi.org/10.69849/0dbvsz90Palavras-chave:
Complicações vasculares, Diabetes Mellitus tipo 2, Fisioterapia, Pé DiabéticoResumo
INTRODUÇÃO: O Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2) é uma doença crônica de alta prevalência, caracterizada por hiperglicemia e estresse oxidativo, que culminam em disfunção endotelial e complicações micro e macrovasculares. A complicação mais debilitante é o "pé diabético", que resulta em neuropatia e vasculopatia, elevando o risco de úlceras e amputações. A fisioterapia emerge como uma intervenção crucial para mitigar esses danos e preservar a funcionalidade dos membros inferiores. OBJETIVO: Investigar a eficácia das intervenções fisioterapêuticas na prevenção de complicações vasculares e na redução da incidência de úlceras nos pés em pacientes com Diabetes Mellitus Tipo 2. METODOLOGIA: O estudo caracteriza-se como uma revisão sistemática da literatura, com abordagem exploratória e descritiva. A busca foi realizada na base de dados Pubmed/MEDLINE, utilizando descritores controlados e não controlados, como "fisioterapia", "diabetes mellitus tipo 2", "complicações vasculares" e "pé diabético". Foram incluídos estudos publicados nos últimos 5 anos (ensaios clínicos randomizados, revisões sistemáticas e estudos de coorte) em português e inglês. Após a triagem e leitura na íntegra, sete estudos foram selecionados para a síntese qualitativa dos dados. RESULTADOS: As evidências demonstram que programas de exercícios terapêuticos (aeróbicos, fortalecimento e alongamento) e mobilizações articulares aumentam significativamente a amplitude de movimento (ROM) do tornozelo e reduzem a pressão plantar de pico no antepé. Intervenções combinadas com educação em saúde e termometria domiciliar mostraram-se eficazes na redução da recorrência de feridas pós-operatórias (de 27,7% para 10,5% em seis meses) e na cicatrização de úlceras. Tecnologias assistivas e terapias adjuvantes, como eletroterapia e laserterapia, também apresentaram resultados favoráveis na regeneração tecidual. CONCLUSÃO: A fisioterapia desempenha um papel fundamental na prevenção de complicações vasculares no DM2, principalmente através da melhora da mobilidade funcional e da educação do paciente. Embora intervenções isoladas possam ter impacto limitado em desfechos biomecânicos complexos, a abordagem integrada (exercícios, ortoses e monitoramento contínuo) é essencial para reduzir a morbimortalidade, promovendo a autonomia e qualidade de vida dos pacientes.
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