Impactos do banho de contraste no tratamento de entorses de tornozelo: uma revisão de literatura.
DOI:
https://doi.org/10.69849/zwrcab79Palavras-chave:
entorse de tornozelo, banho de contraste, termoterapia, crioterapia, reabilitação musculoesquelética, edema, fisioterapia baseada em evidênciasResumo
As entorses de tornozelo representam uma das lesões ligamentares mais incidentes no sistema musculoesquelético, com elevada prevalência em populações fisicamente ativas e potencial para evolução com instabilidade crônica, dor persistente e déficit funcional. no contexto da reabilitação fisioterapêutica, o banho de contraste, caracterizado pela alternância entre estímulos térmicos quentes e frios, tem sido utilizado como estratégia adjuvante visando modular a resposta inflamatória, promover analgesia e otimizar o retorno funcional.
O presente estudo objetiva analisar criticamente os efeitos do banho de contraste no tratamento de entorses de tornozelo, por meio de uma revisão de literatura. foram selecionados estudos publicados em bases de dados científicas relevantes, priorizando ensaios clínicos, revisões sistemáticas e estudos experimentais que investigaram intervenções baseadas em termoterapia e crioterapia combinadas.
Os resultados indicam que o banho de contraste pode favorecer a hemodinâmica local por meio da alternância entre vasodilatação e vasoconstrição, contribuindo para a redução do edema intersticial e para a remoção de subprodutos inflamatórios. adicionalmente, evidências apontam possíveis efeitos na modulação da dor e na recuperação da amplitude de movimento. contudo, observa-se heterogeneidade metodológica significativa entre os estudos, especialmente quanto aos parâmetros de aplicação (tempo de imersão, gradiente térmico e número de ciclos), o que limita a comparação dos resultados e a generalização das evidências.
Conclui-se que o banho de contraste apresenta potencial terapêutico como intervenção complementar na reabilitação de entorses de tornozelo, embora a evidência científica ainda seja inconclusiva quanto à sua superioridade em relação a outras modalidades. dessa forma, ressalta-se a necessidade de estudos com maior rigor metodológico e padronização de protocolos para elucidar sua efetividade clínica.
Referências
BLEAKLEY, C. M. et al. The use of ice in the treatment of acute soft-tissue injury: a systematic review of randomized controlled trials. American Journal of Sports Medicine, 2010.
BLEAKLEY, C. M.; COSTELLO, J. T.; GLASGOW, P. Should athletes return to sport after applying ice? Sports Medicine, 2012.
VAILE, J.; HALSON, S.; GILL, N. Effect of contrast water therapy. Journal of Strength and Conditioning Research, 2008.
ANDRADE, M. S. et al. Incidência de lesões em atletas de modalidades coletivas. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, São Paulo, v. 28, n. 2, p. 123-130, 2022.
DOHERTY, C. et al. The incidence and prevalence of ankle sprain injury: a systematic review and meta-analysis. Sports Medicine, v. 44, n. 1, p. 123-140, 2014.
HERZOG, M. M. et al. Epidemiology of ankle sprains and chronic ankle instability. Journal of Athletic Training, v. 54, n. 6, p. 603-610, 2019.
NUNES, G. S. et al. Imagética motora na reabilitação de lesões esportivas: revisão sistemática. Fisioterapia em Movimento, Curitiba, v. 28, n. 4, p. 789-798, 2015.
RICARDO, D. R. et al. Intervenções fisioterapêuticas em atletas profissionais: revisão integrativa. Revista Brasileira de Fisioterapia Esportiva, v. 26, n. 3, p. 210-218, 2022.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Ana Vitoria de Sousa Reis, Antonia Eliane Martins Nascimento, Ednei Lopes Teixeira Marialva, Erick Moraes Silva, Higor Renan Nascimento, Laryssa Vitoria dos Santos Silva, Layana Costa de Lima (Autor)

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
"Os Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
-
Os Autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a licença Creative Commons Attribution 4.0 International (CC BY 4.0). Esta licença permite que o trabalho seja compartilhado, copiado e adaptado em qualquer suporte ou formato, para qualquer fim, inclusive comercial, desde que seja atribuído o devido crédito de autoria e de publicação inicial nesta revista.
-
Os Autores têm autorização para assumir compromissos contratuais adicionais separadamente, para a distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
-
A revista permite e incentiva os autores a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) após o processo de edição e publicação, pois isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado."